
A história do cobogó
No Recife, capital de Pernambuco, onde o calor é sempre intenso, mas sopra uma brisa gostosa do mar, fechar totalmente uma casa com paredes de tijolos seria um pecado. Preocupados com isso, em 1929, dois comerciantes e um engenheiro de lá idealizaram um elemento vazado de concreto, mais tarde batizado de cobogó em homenagem a eles. O nome é a união das iniciais dos sobrenomes: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antonio de Góes. Colocadas uma sobre a outra para compor as fachadas de prédios, as peças, que passaram a ser pré-fabricadas, viraram um dos símbolos da arquitetura modernista no Brasil. Em pouco tempo, começaram a ser produzidas de outros materiais, como a cerâmica esmaltada. “Os cobogós funcionam bem em países tropicais porque deixam que a luz permeie os espaços e a ventilação aconteça”, explica o designer de interiores Gabriel Valdivieso. “Há lembrança afetiva deles nas casas do interior. Agora caíram novamente no gosto dos arquitetos, e antigos desenhos estão sendo reeditados.”
Fonte: revistacasaejardim.globo.com - (Foto Carlos Cubi/Editora Globo)
